sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sobre a Arte de Querer Demais


Conversando hoje com minha irmã, estávamos falando sobre o quanto costumamos esperar das pessoas quando estamos no meio do processo de conhecer alguém.

Pensando em amigos, as vezes uma só característica já torna determinada pessoa apta a fazer parte do seu círculo de amizades. Você tem aquele amigo que é ótimo ouvinte, aquele que gosta de ir ao cinema com você, aquele em quem você confia pra chorar no ombro, o de balada, o de eventos culturais, e por aí vai.

Porque, quando estamos procurando alguém para ser nosso ficante/namorado/companheiro, não basta que a pessoa, simplesmente, nos faça bem? Porque queremos tudo e mais um pouco?

Parando pra pensar nisso, a conclusão que eu chego é que não queremos uma pessoa, queremos uma colcha de retalhos, que é costurada na nossa cabeça baseada em referências que, se analizadas individualmente, vêm de direções diversas e distantes entre si.

Você quer alguém engraçado como o seu melhor amigo. Você quer alguém inteligente como o seu colega de faculdade. Independente como você. Sarcástico como o seu tio. Que te entenda no olhar como o seu último namorado.

Quem vai conseguir suprir tudo isso? Você mesmo consegue suprir tudo isso pra outra pessoa?

Muitos dizem: "sou exigente."

Eu já vejo mais como prepotência e arrogância traduzidas em expectativas.

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